terça-feira, 17 de janeiro de 2017

REVOLTA DO BUSÃO I

Neologismo e Estética dos Indignados nos Protestos em Natal.




            REVOLTA DO BUSÃO. Esse foi o neologismo usado pelos estudantes para caracterizar o movimento contra o aumento abusivo e ilegal das passagens do transporte coletivo em nossa cidade.

            Essa etimologia deriva do latim, omnibus: para todos, ônibus, busão. Representam signos caóticos da urbe, legitimados dessa forma, pela precarização dos serviços prestados à população através do sistema privado $ETURN, promitente concessionário da exploração das linhas viárias do perímetro urbano de nossa cidade.

            Além da má prestação dos serviços de transporte em todos os níveis, a população padece sob uma política voltada para atender aos interesses dos pequenos e poderosos grupos econômicos, por meios promíscuos, que atentam contra os interesses da maioria da sociedade.

            Tal conspiração entre o ente público e o privado resulta em prejuízos para as necessidades essenciais da população, tornando esses serviços inexistentes ou, quando não, sucateados, construídos para não funcionar. Tudo seguindo a lógica perversa do capitalismo de raízes culturais escravistas, em que a coisa pública, o faz de conta, na exemplificação do transporte público, transforma-se na metáfora da senzala: espaço coletivo de acondicionamento de corpos roubados nas suas identidades históricas e individuais.

             Dessa forma, apinhados qual sardinha enlatada, numa arquitetura despojada de frisos e arabescos, sem eira nem beira, semelhante ao alojamento de escravos nos terreiros da casa grande, ilhados pelos canaviais.

            O capitalismo desenvolvido nos trópicos, de herança colonial, tem a dicotomia ideológica escravista, centrada no referencial geográfico de classe: o centro e a periferia. O centro, onde se concentra o comércio e a infra-estrutura. A periferia, carente da infra-estrutura existente no centro; abriga a classe trabalhadora que tem sua atividade laboral no centro da cidade.            O centro, para manter sua dinâmica comercial, necessita do fluxo de trabalhadores e clientes; para tal fim, depende do transporte público e vias descongestionadas.  

            Isso demonstra que vários fatores influem no equilíbrio de interesses dos que habitam a cidade, recaindo sobre os trabalhadores o excesso de tempo necessário para a produção de sua força de trabalho, acarretando-lhes “stress” e cansaço, o que, por sua vez, influi negativamente no desempenho produtivo, quando não, o atraso no serviço, obrigando-os a compensar com horas extras as horas não trabalhadas.

             Parte dessa gama de necessidades a serem supridas está inserida na atual conjuntura da Copa do Mundo, a ser realizada em vários estados do país, com o projeto de mobilidade urbana, que contempla a ampliação de avenidas, construção de viadutos, túneis, instalação do VLT- veículo leve sobre trilhos e construção de ciclovias.

             Tal conceito de mobilidade urbana é hegemônico, voltado para atender as necessidades imperiosas do atual modelo econômico que priorizou o projeto urbanístico em função do automóvel, além de excluir do processo de discussão as representações populares e suas demandas.

            O conceito de mobilidade urbana, segundo a ótica popular, tem como objetivo principal o acesso da sociedade aos centros urbanos, projetados para suas diversas funcionalidades, com foco na democratização e socialização do espaço público, proporcionando qualidade de vida à população. A razão das cidades está centrada nas relações humanas e no prazer do espírito, ao contrário da distopia vigente que predomina nos grandes centros, voltada e planejada exclusivamente para atender às necessidades do mercado.

            A heteronomia do espaço é ditada de acordo com a sociedade de consumo. Essa determina, exerce o seu poder sobre os espaços arquitetônicos de entretenimento, confinamento e exclusão, dando-lhe legitimidade política, social, jurídica e científica na criação do senso comum.

            A Revolta do Busão sacudiu a estética narconormatizada da cidade ao provocar a reação das massas, através da ruptura revolucionária do seu quotidiano insípido, instrumentalizado pela sociedade produtora de desejos.

            Ao ocuparem as ruas com bandeiras, faixas, cartazes, indumentárias pró-Primavera Árabe, apitaço e batucada, os manifestantes exerciam o acesso pleno à cidade, motivados pela indignação, ao invocarem o direito legítimo e democrático de ir e vir, na luta contra o aumento ilegal e extorsivo do preço das passagens.

            O estado mínimo neoliberal, comprometido com a ordem hegemônica do capital, logo se fez presente no restabelecimento da “ordem” por meio de seu sistema de difusão do medo, a repressão e seu aparelho ideológico de estado, a imprensa, que criminalizava os manifestantes na tentativa de intimidá-los. 

            Imbuídos dos conceitos universais de liberdade, direito e democracia, os estudantes, na sua luta, diziam não ao medo, ao ocuparem a Câmara Municipal, no dia da votação sobre a legitimidade, ou não, do aumento das passagens, e assim obtiveram vitória parcial, pois o sindicato dos empresários de transportes coletivos, ao ser derrotado na Câmara, recorreu à justiça, e, em represália suprimiu as estações de transferências, causando intranquilidade social na cidade.

             Os estudantes responderam às escaramuças dos que transitam frequentemente de forma promíscua nos escaninhos do poder, ao saírem às ruas pelo retorno das estações de transferência. Ao ocuparem a BR 101, os seguranças do movimento foram presos sob a alegação de desacato à autoridade por chamarem os policiais rodoviários federais de fascistas. O movimento ficou acéfalo. Ações pré-determinadas em assembleia não estavam sendo cumpridas, fugiam aos propósitos do movimento, dispersando-se após o roletaço dos estudantes em frente ao Natal Shopping e Via Direta, para o retorno às suas casas.

            Um pequeno grupo rumou ao Midway Mall onde houve violência policial. Tiros de balas de borracha e cacetadas. Um ônibus é incendiado. Um professor de história é espancado e preso sob a acusação de ter causado o incêndio. Na mesma noite, um grupo de pessoas ateia fogo a um ônibus no terminal do Bairro Nordeste, Zona Oeste da cidade.
            A imprensa reacionária, sempre parcial, criminaliza o movimento. A polícia aterroriza com ameaça de prisão, como se sua função não fosse de xeretar, afirma que irá monitorar as redes sociais e punir aqueles que, nas redes, difundirem a violência.

            A justiça dá o veredicto contra o aumento das passagens e a suspensão das estações de transferência, sob a alegação de crime contra a economia popular. Encerra-se a primeira fase da luta, que tem como princípio, o MPL. - Movimento Passe Livre, como direito social extensivo a toda sociedade, segundo o conceito popular de mobilidade urbana: investimento no transporte público de qualidade, acesso e apropriação do espaço público no sentido do direito à cidade, que hoje é negado a mais de quarenta milhões de pessoas, privadas desse direito fundamental de ir e vir, por não poderem pagar passagem de ônibus.
            Qual estética e neologismo motivarão as próximas utopias dos indignados em Natal?


                     


                                                       Edilson Freire Maciel

                                                                 Articulista

terça-feira, 29 de novembro de 2016

LICITAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO: O ASSALTO À POPULAÇÃO, LEGALIZADO PELO ESTADO.



Em 18 de Julho de 2013, o Movimento Passe Livre Natal ocupou o pátio da Câmara Municipal de Natal, diante de um processo licitatório fraudulento, que seria realizado em 7 dias sem nenhuma participação da população neste processo que dita como funcionará o transporte público nos próximos anos, somente tinham acesso empresários, prefeitura e a câmara municipal, reiterando o que acontece frequentemente: Acordões entre políticos e empresários que no final das contas só interessam à eles mesmos. Reivindicamos 3 pontos para que desocupássemos: 1 – A abertura da Caixa Preta do $eturn ;2 – O adiamento do processo licitatório para que durante este tempo o legislativo iniciasse o diálogo com a população através de fóruns poulares e deliberativos; 3 – A abertura imediata da Caixa Preta do $eturn.

Durante a negociação, o então presidente da Câmara, Albert Dickson (apelidado pelos ocupantes de Dickson Mengele, sobrenome de um famoso oftalmologista nazista que realizava experimentos cruéis nos campos de concentração. Albert Dickson é oftalmologista e recebeu esse apelido depois de ordenar tamanha crueldade e covardia para os/as ocupantes naquele dia, incluindo mulher grávida e senhor de idade), nos apresentou uma proposta para desocupação que concordava com os termos acertados por nós, menos quanto à Caixa Preta que ele acusava ser de responsabilidade do poder executivo. Ficamos de redigir o documento no gabinete do Vereador Hugo Manso do PT e o então presidente nos deu um prazo de 15 minutos. Em menos de 5 minutos fomos cercados por guardas municipais, encurralados, espancados, eletrocutados, ficamos cegos temporariamente pelos sprays de pimenta e enquanto isso Albert Dickson e o procurador geral Carlos Castim, fugiam pelas portas dos fundos.

Segue vídeos da represália:

Naquele momento barramos a licitação, porém mesmo com toda a pressão popular e o acordo que não chegou a ser assinado por causa dessas agressões, a Câmara Municipal teve a ousadia de fazer assembleias populares mal divulgadas, mal localizadas, onde a população não tinha poder nenhum de deliberação nem de participação. Só tinha voz entidades convocadas pela prefeitura. O resultado disto é que a licitação veio em 3 meses, com várias promessas e com o aumento das passagens. Entre as promessas e o aumento proferido ao povo, só nos ficou o aumento.

Agora em 2016 vivemos uma outra conjuntura, a prefeitura e os empresários foram bem mais minuciosos, promessas mais ousadas como ar condicionado (que já estava na licitação anterior, porém até agora ninguém nunca viu), criação de fóruns para fingir a participação da população (nesses fóruns usuários de ônibus não têm direito à fala, somente representantes de órgãos burocráticos da gestão do trânsito e transporte da cidade), uma clara tentativa de manipular a opinião alheia e silenciar aqueles que combatem a ganância destes empresários megalomaníacos, fingindo que nos dão direito de participar das decisões.

A transparência nunca foi o ponto forte do $eturn, pelo contrário, é o seu ponto fraco. Há mais de 20 anos essa organização patronal monopoliza o sistema do transporte público, dentro do qual nessa ambição por poder, já responderam até por incêndios criminais contra alternativos. Confira matéria aqui ou aqui.

Nós do Movimento Passe Livre seguimos nos organizando contra os retrocessos vigentes com a investida liberal no Brasil e no mundo, portanto em nenhum momento podemos nos esquecer daqueles que quanto mais lotado e desconfortável for o ônibus para nós, melhor será para seus bolsos.

Convidamos todos e todas à nos organizarmos autonomamente, através de coletivos de amigos, do hip hop, do grêmio da escola, da associação do bairro, a galera da quebrada, para combatermos a ganância dos megalomaníacos tubarões do transporte da cidade, o $eturn que encontra forças e apoio para nos roubar e nos excluir cada vez mais do sistema do transporte público nos poderes públicos executivos e administrativos.



#PorUmaVidaSemCatracas #ViolentoÉOEstado #LicitaçãoÉPrivatização #Autogestão 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

OUTUBRO DE LUTA PELA TARIFA ZERO


26 de Outubro é o dia nacional de lutas pela tarifa zero, tirado pela Federação do Movimento Passe Livre, que resulta na semana nacional pela tarifa zero, a semana vigente da data. Como de costume os coletivos locais se articulam e preparam durante esta semana várias atividades e até mesmo atos.

Aqui em Natal não fizemos diferente: Transformamos a semana de luta pela Tarifa Zero em um mês de atividades relacionadas ao tema. No início de Outubro fomos à Escola Estadual Ana Júlia antes da ocupação e levamos o debate da Tarifa Zero e de como ela se relaciona diretamente com outros Direitos Essenciais garantidos pela Instituição. Conversamos também sobre mobilizações populares e autogestão.

A Semana de Lutas é sempre a semana do dia 26 de Outubro. Este dia representa a luta pela Tarifa Zero pois foi uma data emblemática da luta pelo Passe Livre estudantil em Florianópolis, solicitado através de um projeto de lei na câmara dos vereadores em 2004, antes mesmo do surgimento da Federação do Movimento Passe Livre. Hoje a pauta progrediu e nesta data clamamos pela Tarifa Zero nos ônibus e a autogestão dos transportes públicos.
No dia 23 de Outubro deste ano, domingo da semana de lutas, fizemos uma cultural na Escola Estadual Augusto Severo que encontra-se ocupada pelos/as secundaristas, levando um som, hip hop e troca de ideias com a juventude ocupante.



Na segunda, 24, às 11 da manhã pontualmente, fizemos uma marcha fúnebre, todos de preto e com sacos de lixo preto na cabeça e portando uma mega catraca de 2 metros, nos direcionamos à porta da prefeitura e por lá ficamos por uns 10 minutos presos à catraca e até mesmo enforcados por ela. Teve uma repercussão positiva, convidamos uma mídia tradicional que compareceu, mas não com o repórter, só com o fotógrafo e não deram a devida importância, nem publicaram nada sobre. Convidamos o Coletivo Foque de mídia alternativa e esse foi totalmente parceiro, conversou conosco, nos entrevistou, tirou fotos e fez um ótimo registro audiovisual, dando a devida importância para a luta e para as Pautas Populares.


Na quarta 26, voltamos à Escola Estadual Augusto Severo e passamos um filme qual sinalizamos que seria interessante passar para os ocupantes pois fala sobre uma situação onde jovens inconformados com as reformas do governo vigente que trariam consequências para a estrutura e o acesso à direitos básicos, decidiram reunir-se na cidade de Gênova a fim de interromper a reunião da cúpula do G8 naquela cidade no ano de 2001. O filme chama-se Diaz.

Encerramos a semana com a cidade procriando ocupações, catalisado pelo poder revolucionário da juventude que hoje, depois de 2013 estão dispostos a se organizarem de maneira mais horizontal e que possibilita uma maior participação daqueles e daquelas que eram afastados da luta que seguia um viés mais burocratizado. Vimos várias lideranças surgindo dentro das escolas ocupadas e não um líder só, vimos jovens discutindo autonomia, Direito à cidade, feminismo, comunicação popular, dentre vários outros assuntos tão transformadores que não cabem dentro das salas de aula.

Vimos em especial neste mês de Outubro, que toda aquela luta de 2013 não foi em vão, ela veio para dar início à insurgência de um levante negro, orgânico, horizontal, das favelas que hoje contabilizam mais de mil ocupações por todo o Brasil. Além de tudo, Outubro veio para dizer que o Movimento Passe Livre estará sempre na luta contra o sistema capitalista, contra os empresários usurpadores dos nossos Direitos e com a plena certeza de que: “AMANHÃ VAI SER MAIOR!”

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

NOTA DE APOIO AOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS

Nós do Movimento Passe Livre - Natal prestamos nosso total apoio e solidariedade @s Estudantes Secundaristas (da Escola Estadual Augusto Severo, Ana Julia, Anisio Teixeira), que estão dando uma aula de resistência e combatividade ao Ocupar ao que lhe é de direito: A Escola, esta, que está num quadro de descaso e claro sucateamento da sua estrutura física. Ou seja, o estado em que a Escola se encontra é um exemplo escancarado do plano neoliberal de desmonte e sucateamento dos serviços Públicos, então por isso alguns Estudantes de forma autônoma, ocupam a Escola e resistem à MP 746, que visa piorar o ensino médio e à PEC 241 que institui um teto para os gastos públicos por 20 anos, levando à uma desorganização do ensino e dificultando mais ainda o acesso à educação. O governo golpista enxerga direitos sociais como despesas, saúde e educação que teoricamente deveriam ser as últimas coisas a serem cortadas, porém serão as primeiras, abrindo espaço para a iniciativa privada do campo educacional crescer, precarizando ainda mais a já precária educação pública, pois à elite econômica e política do país, não é interessante que jovens tenham educação de qualidade pois a educação é emancipadora.
            Além disso, @s Estudantes estão não apenas ocupando, mas também realizando de forma autônoma atividades culturais e discussões sobre a situação atual do país, trazendo rodas de debate que abordam questões importantes para o desenvolvimento social como o feminismo, metodologias de ensino, os retrocessos do governo golpista e táticas para a luta qual estão empreitando, mostrando que para organizar a Luta não se precisa de verticalidade ou burrocracias.

O Movimento Passe Livre acredita que a luta pela educação passa por todas as frentes de luta pois a educação é capaz de emancipar pessoas e capacitá-las a transformarem um novo mundo, sem desigualdade, sem grades, sem catracas e com ensino de qualidade e popular!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Passe Live em eleição? PROPAGANDA FURADA!

CHEGOU LÁ NO MEU BAIRRO PROMETENDO PASSE-LIVRE? PROPAGANDA FURADA!      




Começa mais uma temporada de FARSA eleitoral e o Movimento Passe Livre Natal se vê na obrigação de se posicionar para não deixar passar uma distorção da verdade promovida pelo prefeito Carlos Eduardo Alves em sua propaganda política.
Em meio a enxurrada de promessas vazias, hipócritas demonstrações de “competência” e a apresentação de obras superfaturadas, um fato nos chama atenção: O Prefeito Carlos Eduardo, apresenta como um de seus feitos políticos o “PASSE LIVRE”, que de LIVRE não tem nada. O projeto foi criado por ele como uma medida de silenciar as revoltas populares contra a Máfia dos Transportes na nossa Cidade, como também para amenizar o descontentamento dos Tubarões Mafiosos. Para isto, propôs um programa de gratuidade que atende a a menos de 50% dos estudantes municipais, cheio de limitações e burrocracias, que impedem o acesso d@s estudantes que precisam do transporte público, mas não impedem que as verbas oriundas do subsídio deste projeto cheguem aos empresários, mesmo que @s estudantes não utilizem as passagens destinadas a eles.
O mesmo Carlos Eduardo que desde seu primeiro mandato sempre favoreceu cinicamente a máfia dos Tubarões do $ETURN no transporte “público” agora descaradamente quer passar a imagem de um gestor atuante no acesso livre ao transporte público, mas em nenhum momento fala sobre a repressão que jovens, trabalhadores e usuários dos transportes públicos em geral sofreram durante as manifestações do final de 2012 até 2014 por reivindicarem o Passe Livre Universal, ou seja, TARIFA ZERO PARA TODOS OS TRANSPORTES PÚBLICOS!

O Prefeito também fez questão de vetar totalmente o projeto de lei do Passe Livre, desencadeado pelas lutas diretas dos/as Estudantes/Movimentos sociais (Lutas que sempre estivemos presentes) nas ruas, que previa Passe Livre e sem limitações a todxs estudantes/trabalhadores, para depois apresentar a sua proposta de ‘’passe livre’’ na qual só se tornou interessante para os Mafiosos do transporte da Cidade, que constroem o Sindicato Patronal chamado $ETURN, mostrando claramente que para Carlos Eduardo não importa a real necessidade da população em conquistar o Passe Livre, mas sim atrelar a sua imagem à uma causa social e assim angariar alguns votos, porém as pessoas precisam saber que a verdade é outra, que ele foi um grande inimigo da população nesta luta e que é um grande aliado do $ETURN, responsável também pelos aumentos exorbitantes das tarifas de transportes, que a cada aumento permitem que mais uma parcela da população seja excluída do acesso ao transporte público.
                É urgente que xs Estudantes/ Trabalhadores que sofrem com a Tarifa abusiva em um sistema de Transporte Caótico, se organizem para as lutas diretas por melhorias concretas, contra o $eturn, rumo ao Passe Livre real, e não um “passe livre” burocratizado, de fachada e eleitoreiro!

Por uma vida sem grades e sem catracas!
Violento é o Estado!
Não Vote, Lute e se organize!
Incendiando catracas nas quatro zonas da cidade!



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